Sala de Reuniões

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Sala de Reuniões

Mensagem por John Hawthorne em Sex Ago 17, 2012 5:33 pm

Sala de Reuniões
• 1º Andar •


O lugar onde acontecem a maior parte das reuniões no Castelo é bem confortável, com cadeiras em couro branco, e com uma grande mesa. Tem muitos lugares aqui, para Guardiões e Guardiões Aprendizes, além de outras autoridades. É segredo quase tudo o que se fala nesta sala.



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Re: Sala de Reuniões

Mensagem por Narrador em Sex Jan 16, 2015 8:22 pm

The Dark Night
• black castle •

Dallas e Caroline não tiveram muito trabalho no caminho até a Sala de Reuniões, onde o presidente estaria, conforme a informação que tinham. E Ela tinha o conhecimento de onde ir, por onde andar, pois, mesmo após a reforma, o Black Castle continuava o mesmo aos seus olhos. Isso a fazia lembrar de outros tempos, tempos que mereciam ser esquecidos, por isso aquele lugar a irritava tanto. Andava devagar, sugando toda a energia boa que podia daquele castelo, trocando-a por sua própria energia das trevas, acostumando o lugar com o que ele veria em breve. Para todo o sempre.
A Noiva das Sombras entra na sala, interrompendo uma reunião muito animada. Estão ali alguns poucos guardiões e o presidente. Todos os olhares voltam-se para a recém chegada e, aproveitando a falta de reação de todos, Ela faz um simples gesto no ar. No momento seguinte, todos na sala estão amarrados com algemas de sombra, apertadas, doloridas, nas mãos, nos pés e ao redor do peito, prendendo-os nas cadeiras. Menos o presidente. Ele está livre, e Ela mantém contato visual com ele enquanto senta-se em uma cadeira, à sua frente.
Ora, ora, Presidente. Finalmente estou aqui com você. Esperei muito por isso.
Ela examina calmamente a situação ao seu redor, guardiões lutando para se soltar e sentindo muita dor ao mesmo tempo, Caroline e Dallas atrás d'Ela, preparados para tudo, e o presidente ali, indefeso, sozinho.
Quero o controle do Mundo Sobrenatural, Presidente. Não ofereça resistência e, quem sabe, posso poupar a sua vida.
Ela era direta. Sabia o que queria. E não iria sossegar enquanto não conseguisse isso.



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Re: Sala de Reuniões

Mensagem por Nick Nightraven em Sex Fev 06, 2015 5:15 am





Off-post info

Perdão pela demora! Infelizmente uma série de eventos inoportunos tomaram meu tempo neste início de ano. Espero não decepcionar com o post, mas sei bem que minha mente provavelmente está conturbada demais para que algo bom surja como resultado da minha escrita. Sei que brinquei com a sorte neste post e provavelmente ultrapassei muitos limites, mas só fiz isso porque não poderei postar novamente tão cedo, então havia a necessidade de encerrar tudo para o meu personagem com apenas um post. Enfim, é isso. Peço que achem forças em algum lugar de seus corações para me perdoar. <3'

Objeto pessoal / Artefato:

Um cajado feito de uma espécie de metal preto, com detalhes pontiagudos e, na ponta, o que lembra um corvo com suas asas abertas, um grande bico curvo e aquamarines (pedras preciosas) no lugar dos olhos. Ao redor do cabo, com regulagem de tamanho, estão dispostas lâminas em formato de pena, anexadas perfeitamente ao mesmo, como se fossem partes dele, ainda que sejam destacáveis. Elas podem ser lançadas como adagas, se necessário.

Ao fazer o movimento certo com o cajado, as penas mudam de posição, formando uma espécie de escudo. A ponta do cajado que toca o chão, possui um compartimento do qual uma lâmina retrátil fina e ricamente trabalhada com runas pode irromper durante o combate. Ele é mais um catalisador do que uma arma propriamente dita, permitindo Richie controlar melhor seus poderes, ou auxiliá-lo caso não possa utilizar magia, dando-o força para lutas físicas, por ser extremamente útil. Nem é preciso dizer que ele não larga o cajado por nada.


Considerações finais:

 Gostaria de agradecer à Juliana, minha beta reader e à Clumsy, pela sua ajuda constante no que diz respeito ao aspecto criativo e aos códigos em si. Wink



The last stand,


Já fazia um bom tempo que o mundo sobrenatural havia mergulhado no caos. Meus conselheiros e meus guardiões estavam extremamente inquietos devido a minha apatia quanto aos recentes acontecimentos. Muitos criticavam minhas ordens, espalhavam rumores de que eu era insano, que de alguma forma estava gostando do rumo que as coisas tomavam. Tolos. Não fui escolhido para minha posição por ser sentimental, muito menos por ser fraco. Se precisasse ser rígido e aguentar tudo que estava acontecendo, eu seria. Pelo meu povo. Mesmo que isso significasse que dezenas deles sofreriam, o meu plano poderia salvar a maioria que restaria.

Alguns dos meus guardas desertaram, outros foram para o acampamento em defesa das crianças, preocupados com a repercussão do domínio da Irmandade sobre os campistas. Um seleto grupo com meus mais fortes e fiéis aliados permaneceu comigo até o culminar deste último ataque, que ocorre agora mesmo, contra os campistas. Dentre estes poucos cuja lealdade não falhou, estavam Victor e Jean, meus braços direito e esquerdo respectivamente. Victor permanecia ao meu lado na sala de reuniões, irresoluto, determinado. Jean, por outro lado, estava tomando conta de uma tarefa de suma importância que deixei sob seus cuidados, bem longe do Black Castle.

Na maioria das vezes, a sala de reunião fica bem agitada quando nos reunimos para discutir assuntos importantes. Hoje o clima era pesado. Todos estavam tensos, inseguros. Alguns tamborilavam os dedos na mesa de granito, outros suavam, batiam os pés no chão, cruzavam os braços. Eu, no entanto, permanecia sentado, meu semblante imutável. Estava esperando o momento certo. Arquitetara este plano a dias. As peças do tabuleiro se moviam contra o nosso favor, uma derrota atrás da outra. Mas eu não cederia, não desistiria da minha estratégia.

Todos se assustaram quando arrastei minha cadeira e levantei abruptamente, apoiando-me no meu cajado de combate, feito de um metal negro extremamente frio ao toque, ricamente adornado com o que pareciam penas do mesmo material, entrelaçadas no mesmo. O imponente corvo com suas asas abertas no topo do objeto ostentava duas pedras de aquamarina que brilhavam tanto quanto meus olhos naquele momento. Percebi olhares curiosos, mas os ignorei. Inclinei-me contra a mesa, me apoiando na mesma. Levantei o olhar, e deixei as palavras deslizarem pelos meus lábios como um sibilo.

- Ela está aqui. Nossa dança está para começar e ao fim dela, nosso jogo finalmente terá seu desfecho. – Meu olhar estava fixo na porta da sala. Os guardiões fizeram menção de levantar, se preparar para o combate, mas Victor os deteve, então voltaram a sentar. Ele olhou para mim, como que esperasse por uma ordem. Percebi a hesitação no seu olhar, ele sabia o que teria de fazer em breve. Assenti para ele, que deixou a sala rumo ao corredor.

Senti enquanto a noiva das sombras abria seu caminho dentre os poucos guardas que restavam no caminho dela. Um aperto no meu coração surgiu quando a ideia de que não fosse eu estar esperando ela, aquele ataque poderia ter sido ainda mais brutal. Chacoalhei a cabeça para dispersar estes pensamentos. Não podia me permitir duvidar de mim mesmo e de meu plano. Apertei minhas mãos ao redor do cajado, meus dedos esbranquiçaram. Virei-me de costas para os outros presentes na sala e comecei a entoar.

Aos poucos eu sentia meu poder aumentando de forma colossal. O aumento foi escalando e então oscilando até que meu nariz começou a sangrar devido a quantidade de magia que eu estava canalizando. Meus bruxos se reuniam ao redor das premissas do acampamento e coordenados por Jean, realizavam um feitiço de proporções épicas.

O que estava sendo feito jamais havia ocorrido na história do mundo sobrenatural, nem mesmo quando as barreiras que protegem o Black Castle foram levantadas. Eles estavam redirecionando a energia do terreno do acampamento diretamente para mim. Magia de sacrifício, como muitos chamam. O tipo mais temido de magia negra, uma atrocidade para a comunidade dos bruxos, por isso mantive meu plano em segredo. Se soubessem que eu estava disposto a usar as vidas de ambos membros da irmandade e campistas para poder derrotar Ela, eu teria sido deposto do meu cargo e provavelmente estaria encarcerado.

Parei de entoar e limpei meu nariz com as costas da minha mão, inalando com dificuldade e me virando para encarar a porta novamente, que se abriu com um baque horrendo. As conversas que tinham começado na sala, das quais eu estava desavisado devido a minha falta de atenção, cessaram imediatamente. Todos olharam estupefatos para o trio que posava no corredor, com sorrisos de escárnio estampados na cara e um ar vitorioso um tanto quanto presunçoso demais ao meu ver.

Em uma tentativa falha de me aterrorizar ela demonstrou seus poderes. De forma quase teatral, fez um breve gesto no ar, algemando meus aliados. Fiquei lisonjeado por ter sido poupado no feitiço dela, mas novamente, este não era o primeiro erro que ela cometera naquela noite. Quer dizer, além de ter nos subestimado, ela tinha cometido outros deslizes.
- Ora, ora, Presidente. Finalmente estou aqui com você. Esperei muito por isso. – A voz dela estava carregada de sarcasmo, mas sua elegância não falhava.

Atravessando a sala a bela morena se senta à minha frente, mantendo contato visual para me intimidar, sem sucesso. Eu a encarava como se fosse um dos meus subordinados, o que foi um tanto audacioso demais da minha parte, mas se eu não demonstrasse confiança, meus guardiões poderiam fraquejar. Com o canto dos olhos notei que os demônios permaneciam na porta, de tocaia, em posição ameaçadora.

- Quero o controle do Mundo Sobrenatural, Presidente. Não ofereça resistência e, quem sabe, posso poupar a sua vida. – A donzela das sombras foi direto ao assunto, dispensando a oportunidade para mais provocações.

Limpei minha garganta e mudei minha postura. Permanecia de pé, sem quebrar o contato visual.

- Esperava mais de você. – Fiz uma pausa. Ela me olhou surpresa. Havia algo diferente no seu olhar agora. Seria interesse? – Sabe, pela sua fama imaginei que você seria menos ingênua.

Os guardiões se entreolharam. Nós estávamos em maior número, mas ela era muito poderosa e eles estavam presos, então não posso culpa-los por se perguntarem porque eu estava agindo dessa forma, prepotente aos seus olhos. A morena me lançou um olhar poderoso que poderia ter feito qualquer guerreiro tremer, mas permaneci imóvel, a postura perfeita.

- Muitos me criticaram pelas minhas decisões nas semanas que passaram. Se perguntavam porque eu não tomava uma atitude direta quanto ao que estava acontecendo no acampamento, quanto aos seus constantes ataques. Em nenhum momento eu os julguei por isso ou sequer defendi minha posição, apenas aguardei por este momento.

Ela cortou meu discurso, claramente confiante demais para entender o rumo da conversa.

- Essa noite, a partir do momento que pisastes neste castelo, você selou seu destino. Não se perguntou em momento algum o porquê de ter sido tão fácil invadir o lugar mais seguro de todo o mundo sobrenatural? Certamente você atribuiu isso aos seus talentos. Francamente, eu já achava suas atitudes mesquinhas, mas quando você confirmou minha teoria de que eu não precisava ir até você: de que você é quem viria até mim, eu realmente fiquei indignado.

Fomos interrompidos por gritos no corredor. Os gritos se tornavam animalescos e intensificavam cada vez mais devido a proximidade. Os demônios viraram-se de costas, inquietos com a surpresa. No fim do corredor apareceu Victor, mas o louro não dispunha mais de suas roupas, tampouco do seu sorriso cordial. Enfileirados na sua boca lupina, brilhavam seus dentes tão afiados quanto navalhas. O tamanho dele era absurdo para sua raça. Ele media o triplo do que um lobisomem normal pode chegar de formas naturais, pois naquele momento minha magia corria pelas suas veias e lhe dava poder além do que ele jamais pensara obter.

A noiva das sombras finalmente ficou inquieta, fechando o semblante e voltando ao me encarar. Ela se levantou quando notou meus olhos ficando negros como as sombras que ela tanto amava. Um largo sorriso se abriu nos meus lábios. Bati meu cajado no chão livrando todos os guardiões de suas amarras.

- Enrolei um pouquinho. Estava comprando tempo. Peço desculpas. De toda forma, onde estávamos? Ah sim. Você cometeu um grande erro ao vir aqui esta noite, mas creio que você já percebeu isso se for tão esperta quanto dizem.

A mulher não hesitou, imagino que caso o coração dela ainda batesse, estaria calmo, no ritmo normal.

- Tsc, uma besta daquele tamanho não assustaria aquela que foi escolhida pelas sombras, não é mesmo? Lilith, minha cara, veja bem, as barreiras do castelo não te mantiveram fora dele por um bom motivo. Nós QUERÍAMOS você aqui. Tens a audácia de invadir a minha casa e fazer exigências? Arque com as consequências.

Victor rosnou de forma tenebrosa, causando arrepios até nos guardiões que agora estavam todos de pé. Eu e a morena estávamos na ponta da sala, enquanto os demônios dela estavam cercados pelos meus guardiões e pelo lobisomem.

- Lente labentibus. Occlusis foribus. – Pronunciei com elegância, sem desviar meus olhos negros como o anoitecer do meu alvo, a noiva das sombras. Os guardiões e os demônios foram empurrados para fora da sala lentamente, em slow-motion. As portas se fecharam em seguida. A morena mordeu os lábios. Me perguntei se ela estava considerando fugir, mas esse provavelmente não era o caso, ela sabia que era poderosa, não recuaria apenas por estar em desvantagem.

- Enfim a sós. – Suspirei, fingindo alívio. - Sabes que tuas sombras não podem te tirar daqui. As barreiras do castelo não permitem viagens nas sombras, mas você sabe muito bem disso, melhor do que ningém.

Meus olhos voltaram ao normal e me sentei, gesticulando para que ela fizesse o mesmo.

- Creio que a essa altura, só nos resta conversar. Você deve estar curiosa sobre como minha magia permitiu que eu fizesse tudo isso. É óbvio que nem mesmo o presidente do mundo sobrenatural seria tão poderoso quanto você. É por isso que estou utilizando seu massacre no acampamento contra você.

Sorri novamente, impiedoso. Dessa vez notei a hesitação dela, a surpresa em seu olhar. Ela finalmente começara a se preocupar. Antecipei a pergunta dela, que provavelmente era sobre como eu desci ao nível dela ao fazer tudo o que fiz.

- Às vezes para derrotar a escuridão não é à luz que devemos recorrer. Em seletas ocasiões, é preciso um mal ainda maior. – Posei minha mão esquerda sobre a direita, acima do cajado. Me inclinei e apoiei o queixo contra as costas das mãos, erguendo o olhar de forma inocente para encará-la.

- Não vai me dizer que você está surpresa, que não esperava que oferecêssemos resistência. Não me faça rir, pelo menos não ainda. Neste presente momento, enquanto conversamos, estou erguendo uma barreira impenetrável ao redor do castelo. Ela vai impedir que qualquer pessoa entre aqui, quem quer que seja, enquanto eu estiver vivo. Não se preocupe, só eu estou preso aqui dentro. Todos os outros estão livres para sair.

Cortei a palma da minha mão na parte pontiaguda do cajado enquanto ela encarava. Antes que ela pudesse reagir, devido a proximidade que estávamos, segurei forte o braço dela, envolvendo seu pulso com a mão ensanguentada. Larguei-a logo em seguida, temendo que ela se sentisse ameaçada e deixasse a compostura de lado.

- Perdoe minha falta de educação e higiene, isso foi para finalizar o feitiço, espero que entenda. – A energia mágica que eu havia canalizado se foi completamente com a finalização dos feitiços. A barreira do castelo havia sido fortalecida com sucesso, agora apenas minha morte faria com que alguém fosse capaz de entrar aqui. Eu estava preso ali dentro pra sempre, enquanto os outros guardiões ou mesmo os demônios servos dela estavam livres para sair. Mal sabia Lilith que agora ela partilhava do mesmo destino que eu.

Arquejei de fraqueza, sangue saia pelo meu nariz em abundância. Tirei um lenço do bolso do uniforme e me limpei, gesticulando para que ela esperasse, de forma irônica.

- Vá em frente. Faça o que havia prometido assim que chegou. Não queria me matar? É a oportunidade perfeita. De bônus ainda derruba a barreira do black castle para sempre! Só devo lhe advertir quanto a um pequeno empecilho. Desde sua chegada meus guardiões bruxos estiveram preparando uma cerimônia antiga que mesmo você não deve conhecer. Espero que as sombras não sejam ciumentas, porque a partir do momento que meu sangue tocou seu corpo frio e sem vida, nós meio que nos casamos, de certa forma. – Comecei a rir insanamente, claramente efeitos de toda a magia que utilizei naquela noite.

- O que? Você está se perguntando como? Casamentos precisam de consenso, não? – Gargalhei ainda mais. – Tem uma coisa que eu preciso lhe dizer, pois deve lhe ter escapado. Estou ligado ao Black Castle pela barreira que invoquei, utilizando a barreira antiga como base, é claro. Ao imbuir este lugar com a sua energia sombria, infestando o castelo com sua essência, você me forneceu a marca do seu poder. Energia mágica é de certa forma como sangue. Eu lhe marquei com o meu e você me marcou com sua energia. Não soa romântico? Agora estamos ligados para sempre por um ritual ancestral, o que significa que você também não pode sair do castelo até que eu esteja morto. O único problema é que tudo que você fizer contra mim, terá o mesmo efeito contra você. Casamentos antigos não são maravilhosos? Tão poéticos. De fato, unidos até que a morte nos separe.

Levantei e fui até a janela. Por dentro eu estava destruído, mas por fora precisava manter as aparências. Esperava, mais do que tudo, que meu sacrifício livrasse o mundo daquele mal para sempre.

- Espero que sejamos felizes, porque agora não tem volta, mesmo que eu quisesse desfazer o feitiço, eu não poderia. Nossa cerimônia matrimonial privada custou meu dom de utilizar magia. A única coisa boa que veio disso é que agora posso envelhecer como qualquer humano, o que quer dizer que vamos poder envelhecer juntos. O único inconveniente é que quando eu me for, você virá em seguida. – Pisquei para ela, usando ao máximo a situação para acabar com ela.

- É minha querida, dizem que quanto maior a altura, maior é a queda. Você estava no topo do mundo, agora está condenada a algumas décadas presa num castelo imenso com alguém que odeia. Digo, com o seu marido. Como o mundo dá voltas, não é mesmo?

"Checkmate. Nosso jogo chegou ao fim e não há vencedores. É hora de o rei branco e a rainha negra se retirarem. Quem sabe assim o mundo será um lugar melhor. Sem sua líder, a irmandade está vulnerável. Eu sou substituível, a senhora deles, dificilmente." - Pensei comigo mesmo, finalmente permitindo meu coração inundar-se de sentimentos. Minha maior dor era não ter dito adeus aos meus amigos, que eu provavelmente nunca mais veria considerando a extensão do que eu havia feito. Uma única lágrima escorreu pelo meu rosto, pingando no chão de mármore da sala de reuniões. A primeira vez que eu chorei e provavelmente a última. Eu amaldiçoara o meu futuro e abrira mão da minha vida para que houvesse uma chance de paz para o mundo. Sabia que existiam outros maus muito maiores que a Lilith por aí e que o futuro reservava centenas de desafios para o meu povo, mas a partir de agora, eles não poderiam mais contar comigo.

- Você tem planos para o jantar? Pensei em frango-xadrez. - Não obtive resposta. - Ok, essa piada foi péssima. Seria uma pena se você tivesse de aguentar infinitas outras pelo resto da nossa estadia aqui. - Sorri de forma falsa. Ao menos eu sabia que alguém estava sofrendo ainda mais que eu com aquela situação.

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*Verifique as informações extra ao deslizar o mouse pela borda do template.
**O link para minha ficha de personagem encontra na assinatura.
***Qualquer problema favor entrar em contato via MP.

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Re: Sala de Reuniões

Mensagem por Victor Marks em Dom Fev 08, 2015 2:10 am


Can you hear the silence?


As coisas no mundo sobrenatural iam mau e eu estava muito preocupado com minha noiva, e pior ainda com o presidente ele tinha armado um plano muito bem elaborado para pegar Ela, de inicio fui contra, mas acabei aceitando sabendo que a mulher que amo estaria em segurança fora do castelo.
 
- Ela esta aqui. Nossa dança esta para começar e ao final dela, nosso jogo logo terá seu desfecho- disse Nick, isso só me deixou mais nervoso, mas eu tinha que me manter focado em minha parte nos planos do presidente. Os guardiões que estavam na sala se levantaram, mas fiz um gesto e os mesmos voltaram a se sentar entendendo o que eu queria dizer, olhei para o presidente um pouco hesitante e o mesmo assentiu, sai da sala por uma porta lateral para iniciar minha parte nos planos.
 
Sabia que o que estava prestes a fazer seria algo complicado e ate doloroso um pouco, mas era preciso. Tirei minha camisa e a deixei no corredor respirei fundo relaxando “muito bem vamos lá” pensei e já completamente relaxado pude sentir a magia que o senhor Nicklaus estava usando em mim, cai com um joelho no chão e comecei a soltar gritos, exatamente como acontecera comigo na primeira vez que me transformei após ser mordido.
 
Logo os gritos se tornaram rugidos animalescos que ficavam cada vez mais alto, podia sentir meus dentes se tornando muito afiados e minhas presas se alongando, as garras crescendo, meu tamanho aumentando e meu corpo se cobrindo de pelos ate que me transformei por completo e percebi vagamente que estava com o triplo do tamanho de um lobo normal.
 
Corri para perto das portas da sala de reuniões ao chegar na mesma soltei um uivo alto para intimidar a todos que la estavam e mostrando meus dentes passei minhas garras pela parede que soltou algumas fagulhas com o contato e me aproximei um pouco mais. Assim que os guardiões cercaram os dois “seguranças” da noiva das sombras acabei por fechar o cerco quando tanto os demônios quanto os guardiões foram retirados da sala para então o feitiço de ligação que o presidente pretendia fazer fosse concluído. Estava preocupado com minha noiva enquanto a mesma estava cumprindo os pedidos do Nicklaus no acampamento.
 
Todos estávamos agora no corredor enquanto o presidente e a noiva da sombra estavam em seu “casamento”. Os três bruxos que cuidavam de casar eles pareciam já ter concluído a magia que iria impedir que qualquer um entrasse no castelo, eu já transformado mais os outros guardiões estávamos incumbidos de proteger os bruxos ate eles finalizarem a magia.
 
A luta contra o casal de demônios estava se arrastando, estávamos conseguindo mante-los afastados dos bruxos, mas um dos que estava nos ajudando foi morto, mas com meu tamanho e minha força que nunca imaginei que eu iria ter algum dia pude cobrir a falta do mesmo.
 
Eu estava com alguns machucados por conta dos ataques do casal demoníaco, mas não era nada serio por sorte, mas sentia já a magia que corria em minhas veias e me dava aquele poder incrível começar a se esvair pouco a pouco, sabia que isso era porque o poder do presidente já estava no fim e ele estava próximo de perder seus poderes, o que também indicava que o “casamento” já estava pronto, Dallas e Caroline já possuía alguns ferimentos pelo corpo, aproveitando que ainda possuía uma força imensa bati com as costas de minha mão no peito do garoto o jogando na parede, a força fora tanta que ao bater na mesma o mesmo poderia ter desmaiado, mas não prestei atenção meu tempo agora se esvaia muito rápido. Antes de a magia me deixar por completo passei minhas garras pelo rosto da Demônio fazendo um corte considerável em sua bochecha, que por sorte não acertara seu olho direito pelo desvio que a mesma fizer, não escutava mais os cânticos dos bruxos e assim soube que estava feito, sai correndo deixando os guardiões sozinhos pois meus instintos me diziam que algo de ruim com minha noiva estava acontecendo, e também podia ouvir sua voz em minha cabeça chamando por meu nome, mas e claro que não podia deixar o lugar sem o azar resolver sorrir para mim e isso veio em uma forte dor do contato do chicote da garota.
 
Corri o mais rápido que pude, a dor de meus ferimentos era grande, qualquer outro já teria desabado inconsciente, mas eu não pois tinha um objetivo em mente e para mim não importava o quão desgastado, machucado ou exausto eu estivesse, se fosse para proteger minha bruxa eu deixava qualquer dor ou qualquer coisa de lado para salva-la e assim o fiz. Atravessei o lobi do Black Castle já em forma humana e mancando um pouco por um pequeno corte em minha panturrilha, percebi que meus machucados estavam demorando a cicatrizar, sabia que isso era por conta do efeito colateral da magia que eu recebi, mas isso não importava.
 
A voz de Jean estava mais alta em minha cabeça e meus instintos estavam a flor da pele e não gostava nada disso. Levei um longo tempo para chegar onde os bruxos estavam, mas consegui chegar, quando cheguei sorri ao ver minha amada e fui mancando ate ela, eu estava sem camisa por sorte tinha pego uma calça que Jean sempre deixava de reserva em nosso carro. Me aproximei da bruxa de cabelos vermelhos e cai de joelhos completamente exausto, a mesma que estava sentada se aproximou de mim preocupada e acaricio meu rosto, seus olhos que sempre me encantava estavam tomados por uma enorme preocupação – Estou... Bem- disse tentando recuperar o fôlego e e a beijei – Esta feito, o plano do presidente deu certo- disse enquanto deitava no colo de minha noiva enquanto a mesma curava meus ferimentos.

Can you see the dark? Can you fix the broken? Can you feel.. can you feel my heart? Can you owe the hopeless? Well, I'm begging on my knees, Can you save my busted soul? Will you ache for me?

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Re: Sala de Reuniões

Mensagem por Narrador em Sex Fev 13, 2015 6:26 pm

The Dark Night
• black castle •

A primeira coisa que Ela notou foi o olhar do homem: estava errado. O Presidente não estava com medo. Vieram então, os insultos verbais, como ele tinha a coragem...? A Noiva das Sombras queria saber o que ele estava planejando com tudo aquilo, mas Ela ainda era a mais poderosa ali e, quando ele começou o falatório, interrompeu-o. Não estava nesse castelo horrível, onde cada parede guardava uma lembrança que deveria ser esquecida, para conversar. Queria o posto do homem à sua frente. E queria agora.
Foi com indiferença que Ela recebeu os gritos do lobo, grande, sim, mas nem um pouco passível de preocupação. Levantou-se, claramente querendo acabar com tudo aquilo, já haviam se demorado demais. Em sua mente sombria, agora, não haveria misericórdia para esse Presidente, no mínimo mentalmente perturbado, mesmo que ele Lhe entregasse o cargo sem resistência, o que era o contrário do que estava acontecendo. Por um momento, Ela não soube se já tinha pensado mesmo em mantê-lo vivo.
Os olhos dele ficaram negros de repente e, após uma batida com aquele cajado ridículo, todos os guardiões soltaram-se. O bruxo continuou falando, enquanto Ela via, pelo canto dos olhos, seus demônios serem cercados pelo lobo e pelos guardiões. A Noiva das Sombras cerrou os punhos, alimentando dentro de si uma fúria incomum, sentia que algo grandioso estava prestes a acontecer. O simples fato de não ser Ela mesma a executar isso, irritava todo o seu ser. Não ajudou nada o ousado Presidente dizer que queriam que Ela entrasse no Black Castle, que viesse até eles.
Após um comando do bruxo, todo o grupo perto da porta foi empurrado por uma grande mão invisível para fora da sala. Então, eram só os dois. Ele solta mais alguns comentários sem importância e, só depois de sentar-se, começa a verdadeira explicação.
''... seu massacre no acampamento contra você.''
''Às vezes para derrotar a escuridão não é à luz que devemos recorrer.''
''... uma barreira impenetrável ao redor do castelo... enquanto eu estiver vivo.''
Magia negra.
Ela sentiu o sangue em seu pulso, não o seu sangue, e entendeu que tratava-se da finalização daquele feitiço. Tinha razão. Algo fatal tinha acontecido. Mais algumas explicações depois, Ela viu-se em uma encruzilhada. Só conseguia enxergar dois caminhos e não gostava de nenhuma das opções. Queria, ansiava, matar o Presidente, seu ''marido'' agora. Mas queria mais ainda o controle. É o que todo mundo quer, afinal, e ela chegou tão perto de consegui-lo... Não iria desistir agora.
Estava casada com um ex-bruxo. Presa em um castelo. Alguns sentimentos lutavam para aparecer dentro de si, para inundá-la: pena, compaixão... Ela lutava contra eles. Não iria desistir agora.
Não vou matá-lo.
São suas primeiras palavras depois de seu casamento. Nada anormal para a Noiva... para a Esposa do Presidente. Casada com as sombras, casada com ele.
Limpou o próprio pulso, lentamente, e começou a andar pela sala. Travava uma luta interna, contra si mesma. Os sentimentos ameaçando invadi-la eram poderosos, mas só conseguiam escorrer aos poucos. Antes de Ela trancá-los novamente. Para sempre.
A mesma ideia ia e vinha em sua mente, moldando-se, tomando forma, até estra completa.
Farei melhor.
Ela sabia melhor que ninguém que a morte nem sempre era o que mais transtornava. Só tinha que testar tudo o que ele havia falado antes, queria ver, sentir, por si própria. Foi por isso que, em segundos, empurrou o Presidente de sua cadeira e apertou seu pescoço. Durou apenas alguns segundos mesmo, Ela sentiu tudo em si. A dor. Há séculos não era acometida por algo dessa natureza. Caiu deitada ao lado dele.
Acho que merecemos uma lua de mel. Como qualquer casal.
Não era só ele que sabia ser sarcástico. Levantou-se e, após pensar por um momento, ainda sentindo a dor de seu próprio golpe ao redor do pescoço, convocou as sombras. Saíram de todo o lugar e inundaram a sala, concentrando-se ao seu redor, fazendo a dor passar, completando-a. Elas gostavam do Presidente, percebeu. Afinal, ele tinha decido muito baixo para fazer esse seu feitiço. Os dois foram envolvidos por elas e começaram a ser gentilmente empurrados para fora da sala. Nada de viagens nas sombras, apenas um passeio com elas.
Passaram pela luta do lado de fora. A Noiva transmitiu um recado a Caroline e Dallas, além de destruir todos os guardiões ali. ''Me encontrem. Não saiam do castelo.'' Ela e seu marido continuaram sendo levados. Degraus, corredores, portas. Nenhuma pessoa, nenhum guarda. O Black Castle, em todo o seu esplendor, abrigava hoje apenas quatro corpos vivos. E seria assim por um bom tempo.

ENCERRADO



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