[FP] - Ashton B. Huard Stifler

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[FP] - Ashton B. Huard Stifler

Mensagem por Ashton B. Huard Stifler em Ter Nov 13, 2012 6:52 pm

Nome completo: Ashton Bardock Huard Stifler
Idade: 16 anos.
Residência: AS
Ficante/Namorada/Esposa: Não.


História


Personalidade: Costumava ser quieto, na dele. Nunca tinha liberdade de expressão e não tinha felicidade. Se importava apenas com ele. No entanto, após a descoberta da licantropia, tornou-se ativo e feliz. Agora faz piada de tudo e é demasiado sarcástico e irônico, pois apecia essas duas coisas. Agora acha que a morte é apenas um presságio e mata por qualquer motivo, até por diversão.

História
Eu estava sentado na ultima cadeira do trailer jogando Nintendo DS. Era verão e minha família havia saído para um acampamento, como sempre. Estávamos agora na Flórida, numa clareira rodeada por grandes árvores onde apenas poucos raios de sol conseguiam penetrar era manhã e eu havia acabado de acordar. Nunca gostara muito desses acampamentos, pois não achava graça ficar jogando rúgbi com meus tios e primos, ou então escutando as fofocas que minha mãe fazia com as minhas tias. Preferia ficar no trailer, jogando vídeo game, escutando música ou então lendo livros. Sempre levava uma bronca de meu pai quando estávamos indo embora, pois ele achava que eu deveria me interagir mais, conversar com meus primos e minhas tias, ou seja, devia ser mais social. Ah, fala sério, cada um tinha seu jeito e esse jeito quieto de ser era o meu. Mas, por mais que eu quisesse ficar sozinho, às vezes, sentia-me muito solitário. Era difícil eu ter amigos, pois não confiava muito nas pessoas e elas me achavam um tanto chato. De certa forma, eu não ligava, pois sempre fora sozinho, desde a infância, quando meu irmão mais velho havia falecido num acidente de trânsito. Fora um imenso choque perder alguém tão querido. Sempre ficava deprimido quando me lembrava de como meu irmão era feliz, cativante e sorridente. Ele sempre brincava comigo, era simpático e companheiro, enfim, era o filho que meus pais sempre quiseram, diferentemente de mim. No fundo eu sabia que meus pais queriam que eu fosse igual a ele, que tivesse a mesma alegria que ele, pois assim eles poderiam matar a saudade do mesmo. No entanto, eu não era, e eles tinham de compreender isso. Antigamente eu costumava ser feliz, mas quando meu irmão vaio à óbito, toda a minha felicidade sumiu, não sei explicar.
Havia acabado de capturar Articuno, o Pokémon Lendário quando vi que a porta do trailer se abriu. Levantei a cabeça para ver quem era e para a minha grande surpresa, quem adentrar o trailer era meu pai, acompanhado de um homem estranho que eu nunca havia visto. Ele tinha um porte físico grande. Mesmo que usasse um velho sobretudo preto, percebia-se que era musculoso e seus olhos estavam cheios de olheiras. Mantinha uma barba rala e tinha muitas cicatrizes no rosto, algumas aparentemente conseguidas há apenas alguns dias atrás. Eles conversavam alegremente e eu dei pause no jogo para tentar ouvir a conversa. Meu pai, no entanto, percebeu isso e olhou pra mim sorrindo, pela primeira vez em dias.
– Hey filhão, esse aqui é Osford, um rapaz muito gentil que me ajudou com a lenha. – E percebi seu tom de quem dizia me ajudar com a lenha é seu trabalho. Olhei para o homem e encarei sua face. O mesmo me lançou um olhar perfurador e vi um brilho estranho em seu olhar, um brilho maldoso.
- Puxa, a água acabou!... Ashton, você pode ir ao riacho e pegar um balde de água, ao menos? – Meu pai me disse e eu entendi que era uma ordem. Como não queria ficar escutando bronca depois, levantei-me calmamente e me dirigi aos dois, o homem ainda me encarava.
- Hey, Harry, acho que posso ajudar o jovem a ir pegar água. Assim podemos trazer mais baldes para não precisarmos voltar lá de hora em hora. – Ele disse , forçando um sorriso com uma voz embargada e tive certeza de que ele fumava. Também percebi que seus dentes era um tanto pontiagudos.
- Não obrigado, acho que posso fazer isso sozinho! – Disse com rispidez ao homem, encarando-o com um olhar irritado, mas o mesmo não se abalou e continuou com o sorriso.
- Ashton, olha os modos! – Meu pai interveio, ríspido, e virou a cara um tanto gorda para o homem. - Concordo com você, Osford. Vá com Ashton. Acho que quatro baldes serão suficientes. – Falou para o homem e assim tirou quatro baldes do armário de baixo da pia e entregou-nos, enquanto eu xingava baixo.
Girei nos calcanhares e saí, sem ao menos esperar o homem, mas logo percebi que ele estava em meu encalço com suas passadas pesadas. Os baldes em minhas mãos balançavam freneticamente enquanto eu andava rápido, tentando deixar o homem para trás, mas minhas tentativas eram falhas. Olhei por cima do ombro. O homem mantinha um sorriso nojento e amarelo, enquanto andava torto com um ombro caído.
Finalmente cheguei ao pequeno riacho. Tinha uma correnteza um tanto forte e alguns peixes nadavam livremente. Achei-me, peguei um balde e mergulhei-o na água. Retirei-o assim que ele se encheu e enfiei a mão na água para retirar algumas pequenas algas que haviam entrado. Escutei o homem murmurando algumas palavras como “Pela e para a ascensão dos lobisomens!” e pensei que ele era maluco. Girei os olhos enquanto enchia o outro balde de água. Quando terminei, levantei-me e peguei os baldes, agora pesados por causa de estarem cheios de água. Olhei em volta, procurando o homem louco para avisar que eu já estava voltando quando vi um grande vulto correndo entre às arvores. Parecia ser um animal, do tamanho ou senão maior do que um urso. Tentei acompanhar o vulto com o olhar, mas ele era demasiado rápido. Segundos depois, novamente o vulto passou, e dessa vez coloquei os baldes no chão e peguei um galho de árvore.
Então minha visão começou a se embaçar. Ela ficava preta e branca, e voltava ao normal gradualmente. Apurei meus ouvidos e percebi que minha audição estava diferente, estava melhor do que o normal. Olhei em volta e, ao meu lado direito, escutei um animal correndo. E foi quando aconteceu: uma imensa e grotesca criatura negra maior do que um uso saiu do emaranhado de árvores e pulou em minha direção, investindo e com o intuito de me derrubar no chão. Tinha uma aparência humanoide, mas suas feições se dividiam entre humano e lobo. Tinha um focinho um tanto curto, sua espinha vertebral se destacava nas costas, era um tanto corcunda, andava sobre duas patas, mas tinhas poderosas garras, assim como presas assassinas. Porém, com uma incrível agilidade, consegui saltar para o lado e desviar. A criatura negra, que antes era o vulto, caiu e deslizou pelo capim úmido. Girei nos calcanhares e quando vi, a coisa já estava investindo contra mim novamente. Pulou em minha direção com as garras estendidas e tentei acertar-lhe com o galho de arvore, mas dessa vez havia sido muito lento. Quando dei por mim ela estava sob mim. Seu hálito nojento arfava em meu rosto e o lobo cheirava a sangue e suor. Ele tentou morder meu rosto, mas a incrível agilidade fez com que eu jogasse a cabeça de lado e ele mordesse o chão. Nesse meio tempo, senti por instinto que a coisa certa a fazer era o morder. Então, sem pensar, apenas levei meus dentes, que agora pareciam estarem afiados como presas e mordi o pescoço da criatura. Ela gritou e eu joguei para o lado quando ela vacilou com uma incrível força, uma força que não era minha. Levantei-me rapidamente e só agora havia percebido que minha visão estava totalmente em preto e branco, meus sentidos aguçados e não havia mais minhas mãos: no lugar delas havia garras gigantescas, assim como as da criatura.
Olhei rapidamente para trás e vi que minha camiseta rasgara e grossos pelos cinzentos e lisos irrompiam de minhas costas assim como minha coluna vertebral se destacava. Tentei ficar em pé e percebi que já não mantinha uma postura. Foi quando uma brisa gélida cortou-me que eu percebi que senti-a. E, então, onde fora todo meu moletom? Meu nariz e minha boca começaram a se transformar em um focinho, e então foi que entendi: eu era uma daquela criatura, assim como aquela negra que permanecia deitada e se debatendo de dor. Esperei até que a criatura negra se levantasse. Ela o fez e cambaleou. Com esforço, olhou para mim com ferocidade.
Comecei então a sentir tremores de raiva, e sabia que logo eu não iria mais ser um ser irracional. No entanto, já era tarde de mais. Aquela criatura medonha, que agora era um espelho de mim, havia tentado me matar e agora eu faria o mesmo com ela, mas teria sucesso. Coloquei minhas patas no chão e grunhi. Talvez aquela criatura não esperava que eu também fosse um lobisomem, aliás, eu também não esperava. Encolhi-me, pronto para atacar. O ferimento no pescoço daquela criatura havia sido algo crítico, pois seu sangue vermelho escorria e reluzia entre os pelos pretos. Ele já não conseguia mais respirar pelas narinas e tinha que manter a boca aberta para recolher mais um pouco de ar. Mesmo que eu soubesse que ele já não tinha muito tempo de vida, não deixaria-o escapar, pois uma tentativa de assassinato não era algo que um lobisomem pudesse perdoar. Já era, ele tinha vivido demais, iria logo para o inferno!
Enfim investi contra a criatura que já não conseguia-se manter em pé. Pulei com as garras estendida em direção ao peito negro da mesma e assim derrubei-a com um forte baque. Ela ainda conseguiu arranhar um de meus braços com as garras sujas e afiadas, mas não foi o forte para me parar. Mordi com minhas afiadas presas o outro lado de seu pescoço e dessa vez cravei os dentes e puxei, assim tirando um pedaço do pescoço da criatura. Ela gritou, uivou, gemeu. Seus olhos se arregalaram e eu percebi que eles já não tinha mais luzes, ela estava agora indo em direção ao inferno.
Farejei o ar e minha raiva aumentou quando vi outra criatura, dessa vez malhada de negro e branco saindo de trás das árvores. Seus olhos, muito verdes, foram reconhecidos por mim mesmo que eu não tivesse tanto consciência: era o meu pai. Meu peito arfava e os tremores de raiva continuavam enquanto o lobisomem à minha frente analisava a situação vendo seu filho sob o corpo de outro lobisomem morto.
Estiquei as presas para ele, eu também iria matá-lo. Mataria-o por ter me deixado isso de legado, por ter me deixado a licantropia nas veias. Sim, era um ótimo propósito para ele morrer. Saí de cima do corpo estirado do lobisomem, o sangue dele ainda escorrendo para a grama úmida. Agora a briga era entre mim e outro lobisomem, um lobisomem conhecido, aonde só um poderia sair vivo.
Olhei atentamente para o lobisomem à minha frente me encolhi novamente sob as quatro patas preparando o bote. O outro, no entanto, continuava na mesma posição. De repete, me joguei contra ele com as garras esticadas à frente do corpo e os dentes à mostra. No entanto ele saltou para o lado, desviando. Assim que minhas patas tocaram a grama molhada, e antes que eu pudesse me virar, senti o peso colossal do lobisomem em minhas costas ele visava morder o meu pescoço, sabia disso, e então comecei a me balançar e pular freneticamente, evitando que isso acontecesse. Quando tive a oportunidade, joguei-me de costas e com força contra uma arvore. Escutei o grito do lobisomem e, pelo estalo, soube que ele devia ter quebrado algumas costelas. Corri em direção oposta a dele para ganhar distancia e poder preparar outro ataque. Minha raiva me consumia, meu peito arfante por causa da luta e da raiva parecia que iria explodir. O lobisomem permanecia deitado em meio às grossas raízes das árvores. Não iria dar brecha alguma para ele, mesmo que fosse meu pai. Corri sob quatro patas em direção ao corpo branco e preto e pulei contra ele, cravando minhas garras em sua barriga e fazendo profundos cortes. Mordi-o na altura da costela até sentir meus dentes tocarem os ossos de suas costelas. O lobisomem, por sua vez, tentava me arranhar nas costas, mas ele já não tinha força para isso e causava apenas pequenas escoriações. Estava acabado, era o seu fim, iria matá-lo, iria destroçá-lo. Ele grunhiu e uivou, se entregando à morte e eu atendi ao seu desejo, rasgando seu pescoço com minhas garras. Em questão de segundos o brilho do seu olhar desapareceu e sua alma já não habitava mais seu corpo.
Corri em direção oposta, ficando entre os dois lobisomens mortos. Estava completamente exausto. Usei um pouco da energia que ainda me restava aguçado a audição e o olfato para tentar localizar outro lobisomem, mas por sorte, não havia nem sinal de um por perto. Eu não aguentaria outra luta, não depois de matar o que eu achava ser Osford e meu próprio pai. Sentia que minha consciência estava voltando cada vez mais depressa assim como meu cansaço aumentava gradualmente. Sem mais forças, deitei no chão e fechei os olhos, me rendendo ao sono.

(...)


- Não mãe, eu não vou voltar. Sabe, o Acampamento será meu novo lar. Como você sabe, não possuo consciência quando me transformo em lobisomem, e posso ferir alguém importante da família, assim como o papai fez com meu irmão. - Eu disse, um tanto irritado, segurando a carta do Acampamento na mão enquanto via as lágrimas escorrerem do rosto de minha mãe.
- Por favor filho. Não tenho mais seu pai, nem seu irmão... – Implorou ela.
- Porque papai o matou, e fez você fingir que meu irmão tinha morrido num acidente de trânsito! – Gritei, explodindo de raiva, mas tentando me controlar para não me transformar e acabar com a única pessoa que restava da minha família de primeiro grau, já que meu pai e meu irmão estavam mortos. - Está decidido, caso você aceite ou não, eu vou para lá!
A mulher nada pronunciou, apenas fungou de tristeza e limpou as lágrimas no avental. Aproximei-me dela, jogando a mochila sob as costas e seguei seu rosto com as duas mãos. Beijei por alguns segundos sua testa, fazendo isso como um adeus. Girei nos calcanhares sem olhar para trás e saí em direção à porta. Abri-a e saí para a rua. Agora eu tinha um rumo, um objetivo: tentar conviver com pessoas que não eram normais. Não sei por quanto tempo eu iria aguentar, mas agora já podia dominar quando eu me transformava. No entanto, não podia controlar quando sentia muita raiva. Havia aprimorado meus poderes de ilusão, e minha velocidade na forma lobo.
Enfim, eu tinha um novo desafio: tentar não matar os humanos com que eu conviveria. Isto seria uma tarefa difícil, visto que matar, além de saciar minha fome, viera a se tornar divertido.

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Re: [FP] - Ashton B. Huard Stifler

Mensagem por Ashton B. Huard Stifler em Sex Nov 23, 2012 6:23 pm

Quando vão aceitar
ou recusar
minha ficha? '-'
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Re: [FP] - Ashton B. Huard Stifler

Mensagem por Brandom Stark em Ter Dez 18, 2012 12:05 pm

Agora:

Aprovada


Bem vindo.

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