Fachada

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Fachada

Mensagem por John Hawthorne em Sab Nov 23, 2013 5:43 pm

Fachada
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A sede da Irmandade Negra é moderna e isolada de tudo. Simples, à princípio, ela se revela mais assustadora e surpreendente a cada cômodo.  



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Re: Fachada

Mensagem por Alexa Summers em Seg Fev 24, 2014 3:00 am

Talking in front of the headquarters ...

O dia está péssimo, nublado e tempestuoso. E tedioso, também. Sai discretamente de dentro da sede e vim parar na fachada. 
Peguei um livro qualquer de algum lugar da sede, não deve ser restrito por estar jogado encima de um cômodo qualquer. Ah. Dane-se. Não estou a fim de ficar justificando as coisas, estou irritada.

Abri o livro e passei os olhos rapidamente por algumas palavras. Mais que droga! Um livro ridículo de romance, qual seria o ser de mau gosto dono daquele livro? Joguei o livro na cadeira negra ao lado e bufei. 
- Que diabos eu faço agora? Estou em um lugar no meio do nada com algum ser de péssimo gosto literário.
Perguntei em voz alta para mim mesma. 
Me virei e encarei a árvore, mais que vontade enorme de transformar ela numa árvore em chamas... Ouvi passos e me virei encontrando um Dylan climático, cara fechada como sempre, ou seja nublado, rabugento, só no modo de observação deduzi isso, ou seja tempestuoso, mais que maravilha!
- Olha! Apareceu a margarida. 
Abri um sorriso sarcástico para Dylan e aguardei ele me xingar. -q 
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Re: Fachada

Mensagem por Dylan Stormchild em Qua Mar 12, 2014 11:21 pm





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Acordei extremamente cedo, o céu ainda estava escuro. Eu estava me sentindo completamente indisposto e ao mesmo tempo, um tanto agitado, com uma sutil falta de ar. Havia lama pelo chão do meu quarto e por algum motivo minha janela estava entre-aberta. O que é estranho, porque ela raramente está aberta nesse horário. Levantei da cama e meu corpo parecia feito de vidro, pois a cada movimento que eu fazia, a sensação era de que algo estilhaçava-se dentro de mim.

Espreguicei-me e fui direto para o banheiro. Um gosto estranho tomava conta da minha boca. Era metálico e salgado. Como... Como sangue. Quando olhei para o espelho hesitei por um instante, recuando um passo e cerrando os olhos. Por um segundo pensei ter visto uma sombra atrás de mim. Passado o susto, finalmente notei manchas de sangue pelo meu corpo todo, o primeiro pensamento que veio a minha mente foi eu ter me cortado ou algo do gênero enquanto dormia, mas não parecia haver ferida alguma, indicando que o sangue não era meu.

Lavei o rosto, a água gelada escorrendo pelo meu corpo e me dando calafrios. Escovei os dentes para tentar me livrar do gosto de sangue. Não conseguia ao menos parar para pensar de onde tudo aquilo tinha vindo, minha mente corria a mil, mas nem mesmo eu conseguia compreender meus próprios pensamentos, como se eu estivesse pensando em uma língua antiga, que eu nem conheço.

Tomei um banho, na esperança daquilo passar, o sangue escorrendo pelo box e descendo pelo ralo. Pena que aquilo não ía diminuir minha dor muscular, ainda que fosse relaxante. Quanto me dei conta, já havia me secado e escolhido uma roupa qualquer. Me peguei olhando novamente para o espelho, desta vez o de meu guarda roupa. Acontece que eu não reconhecia meu próprio reflexo. Como se as memórias daquela aparência tão familiar, tivessem todas borrado na minha mente. Como se eu estivesse olhando para outra pessoa totalmente nova.

Chacoalhei a cabeça e afastei esses pensamentos. Já sei do que eu preciso. Ar fresco, isso sempre ajuda. Saltei da janela do meu quarto, que ficava, bem, um tanto quanto muito afastada do chão, mas os ventos me ajudaram a descer com leveza, como se eu estivesse literalmente planando em direção à terra. Posei em silêncio. Coloquei o capuz do meu moletom e abriguei ambas minhas mãos nos bolsos do casaco. Aquela era uma manhã fria.

Dei uma caminhada nos arredores da sede da Irmandade, para tentar fazer aquele sentimento ruim, aquela ansiedade sumir. Tudo que consegui foi me frustar, pois aquele sentimento só parecia crescer dentro de mim, o que acabou se tornando em raiva. Fui até a fachada da sede, onde haviam grandes pilares negros. Tomei impulso e com um empurrãozinho do vento, subi em um deles, me sentando na beirada.

Minha cabeça estava uma pilha. Não sei se ela estava doendo, mas parecia literalmente vibrar. Minha visão estava fora de foco e meus sentidos totalmente loucos, meu tato por exemplo, por algum motivo parecia ter parado de funcionar, já que eu não conseguia nem mesmo sentir a textura do pilar, ao deslizar minhas mãos por ele, ou sequer notar quando uma gota d'água caiu sobre ela. O clima estava meio nublado e eu temia por uma garoa. Não ia suportar ficar dentro do meu quarto, não hoje.

Fitei o céu, pensativo e ao mesmo tempo, sem pensar em nada. Mordi os lábios até sentir o gosto de sangue. Novamente, nenhuma dor.  Minhas mãos tremiam e eu tinha certeza que algo de muito errado estava acontecendo. Como se meu coração estivesse parado e ao mesmo tempo batendo a mil por hora, já que eu me sentia como se tivesse sido atropelado por um caminhão, ainda que não fosse capaz de sentir a dor. Meu tórax parecia pesado e estático, como se algo o tivesse esmagado e em seguida o tivessem restaurado com concreto. Nunca me senti daquela forma. Tudo parecia tão estranho, tão surreal.

Outro apagão, como hoje cedo no banheiro. Desta vez eu estava sentado na escada da sede da irmandade, ainda na parte externa da mesma, na fachada. Agora meu tornozelo doía, um bom sinal. Meus olhos lacrimejavam e havia algo de errado com o meu joelho, um raspão. Quando o ar gelado tocou minha pele, percebi estar sem o meu casaco. Olhei no relógio e, para minha surpresa, horas haviam se passado desde que eu me encontrara sobre o pilar, ao lado do prédio da Irmandade. Levantei-me com dificuldade, um tanto desequilibrado demais para o meu gosto, minha cabeça girando com o movimento brusco.

Ouvi um zunido, um som agudo muito forte, que quase fez meus ouvidos sangrarem, figurativamente. Alguns segundo depois, notei que Alexa estava de pé, atrás de mim.

- Olha! Apareceu a margarida. - Olhei confuso para ela, como se aquela frase fosse extremamente complicada e necessitasse de uma interpretação mais profunda antes de ser respondida.

- Huh, quê? - Foi o que escapou dos meus lábios depois de alguns segundos de desconforto e ponderação. Resposta muito intelectual da minha parte. - O que você faz aqui a essa hora, Lexy? - Foi a frase mais completa e coerente que consegui formar, ainda que eu não tivesse interesse algum no que diabos fosse que ela estivesse fazendo ali. Só quero saber o que está acontecendo comigo.

Minha visão ficou um tanto turva e eu cambaleei, quase caindo escada a baixo. Algo estava muito, muito errado comigo. E não tenho ideia do que seja.

I don't know myself anymore!
thanks rapture
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Re: Fachada

Mensagem por Alexa Summers em Qui Mar 13, 2014 11:42 pm

Events exotic and explanations ...
Encontrava-me com o olhar baixo, ouvi Dylan me perguntar. Estranho aquela pergunta. Dylan não é o tipo de garoto que se importa com o que as pessoas fazem ou deixam de fazer, sinceramente o garoto sempre se encontra com algo melhor para se interessar do que com as coisas banais que os demais estão ou deixam de fazer. 
Ergui minha cabeça e fitei Dylan, o analisando. O garoto estava muito mal vestido, estranho. Sua aparência estava horrível, mais seu humor e expressão continuavam climático, cara fechada como sempre, ou seja, nublado, rabugento. Notei que sua pele estava bem pálida.
- Eu estava entediada e...
Estava a apontar com a minha mão direita a cadeira com o livro quando fui interrompida por Dylan cambaleando. Ele quase cai degraus abaixo. Dirigi-me rapidamente ate o garoto e lhe segurei antes que ele caísse. 
- Ei, Dylan! Bem que eu havia notado que você estava estranho essa manhã, mas, o que aconteceu?
Perguntei realmente preocupada, o que era meio incomum. Não ligo muito para a saúde dos outros. É mais algo como se importar comigo apenas, sempre. Antes que Dylan começasse a resmungar o recusar quaisquer coisas, eu já o estava levando ate a cadeira vazia a frente da sede.
O ajudei a se sentar e o encarava com uma cara feia quando ele ameaça falar. Provavelmente queria negar alguma coisa, mais qual é. Eu não sou idiota sei muito bem quando alguém não está bem. E ainda mais Dylan que deis daquele dia no Lago Sullis eu havia pegado um tipo de... Hum... Receio por ele.
- Então, O que está acontecendo com você? O que foi aquela coisa no Lago Sullis, porque tentou me matar?
As perguntas saíram voando da minha boca, quando percebi já havia dito.  

Agradeço a Nanda do TPO
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Re: Fachada

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